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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Breathe Me II


There are songs you'll never forget and will always love.

There are songs that remind you of past moments and places.

Then there are those songs your own heart sings to your mind - just when you're about to sleep. And it's not the singer's voice you hear - it's your own. It's your heart's tempo.




“Music was my refuge. I could crawl into the space between the notes and curl my back to loneliness.”  -  Maya Angelou

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Breathe Me

Por vezes, parece-me impossível dissociar uma canção de um filme ou de uma série televisiva, ou até mesmo de anúncios publicitários.

E assim, quando ouvimos Misirlou por Dick Dale & His Del Tones, pensamos em Pulp Fiction de Quentin Tarantino. De igual modo, quando soa Lust for Life de Iggy Pop, damos por nós a relembrar “Choose life. Choose a job. Choose a career. Choose a family. Choose a fucking big television, …”

São vários os exemplos merecedores de comentário, mas hoje fico-me por um som que, talvez por tê-lo ouvido na televisão pela primeira vez, sou incapaz de dissociá-lo de uma série televisiva.

Comecemos pela série – Six Feet Under – que segui quase religiosamente desde os tempos em que era transmitida na RTP2.

Esta série, que deixa saudades de um tempo em que havia arte numa série televisiva – em que os sons, as imagens, as palavras se embrulhavam e se abraçavam, e lutavam umas com as outras e dali saía Arte – e dali saía um bocadinho de cada um de nós.


O som escolhido para as últimas cenas do último episódio foi "Breathe Me" de Sia.

Esta canção  a sua melancolia e [ainda que disfarçada] esperança – parecia completar aquelas imagens e conduzi-las a um final perfeito.
E assim fui conduzida ao aconchego de um som que me arrepia, no qual tropeço frequentemente, porque [às vezes] também é agradável ouvir o que nos entristece. E, quando oiço Breathe Me, a tristeza acompanha cada palavra. Felizmente, fico pela ideia de que vou a caminho do final [quase] perfeito.